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Desinfetante no vaso do amor

Caguei meu coração No chão Numa privada Mal amada Sem barba, com espuma Sem toalha, olha a ducha Coaduna Insere na lacuna Reinventa o ser humano Rezando ou cagando Faz a roda girar E no botão apertar Sino ressonar Descoberta vil Não vale um centil Da cagada do amor Desgardas da dor

Skate e Rock goianos: forças consolidadas pelo Noise

COBERTURA DO XVI GOIÂNIA NOISE FESTIVAL 19 de novembro Cobertura completa e postagem original na Agência de Notícias da Faculdade Araguaia . Texto: João Damasio. Edição: Vinícius Araújo. Foto: Ambiente Skate Shop A força do rock e do skate em Goiás como uma só tribo ficou mais que comprovada no último dia do 16º Goiânia Noise, 21 de novembro. Diferente dos quatro dias de festival no Centro Cultural Martin Cererê, no domingo os shows de Radiocarbono (GO), Ultravespas (GO), WxCxM (GO) e Galinha Preta (DF) foram realizados no Ambiente Skate Shop, na Avenida T-30, no setor Bueno. O espaço é bem reduzido se comparado aos outros dias, mas o público foi o mesmo, para as atrações que foram gratuitas, portanto, espaço lotado de gente bonita, bandas boas e skatistas profissionais e amadores. “A Monstro Discos e o Ambiente Skate Shop são parceiros há muito tempo, pois sou amigo do Fabrício (de Nobre), daí vem a ideia de fazer parte do festival aqui. Todas as bandas que vão tocar ho...

Galinha Preta: atraso de uma hora, saldo de melhor show

A banda brasiliense surgiu em 2002 e mantém suas origens de rock simples e pesado COBERTURA DO XVI GOIÂNIA NOISE FESTIVAL 19 de novembro Cobertura completa e postagem original na Agência de Notícias da Faculdade Araguaia . Texto: João Damasio. Edição: Vinícius Araújo. Foto: Divulgação Se comparado a este show, em proporções menores obviamente, o carnaval da Bahia nunca mais poderá ser chamado de arrastão. A atração mais esperada do último dia do festival começou com atraso de uma hora. Ainda assim, a banda Galinha Preta (DF) não decepcionou nenhum pouco seu público. No início do show, o vocalista confessou: “a gente não preparou setlist, mas, e ai, o que vocês querem ouvir?” E foi assim o show inteiro, num repertório que agradou homens, mulheres, crianças, cães e até as baratas, na canção “A carta da barata”, que teatralizou o que as baratas diriam sobre seres humanos. Com o som pesado, simples e nada elaborado, a “Galinha Preta” fez vários arranjos com distorção na voz, ...

Ecos verdadeiros

Quarto dia do festival teve a presença da banda Ecos Falsos, que não tocou seus principais hits COBERTURA DO XVI GOIÂNIA NOISE FESTIVAL 19 de novembro Cobertura completa e postagem original na Agência de Notícias da Faculdade Araguaia . Texto: João Damásio Edição: Profa. Viviane Maia Fotos: Lara Vieira São verdadeiros os Ecos Falsos. Sem tocar hits como “Spam do Amor”, “Litania dos Pobres” e nem mesmo o grande sucesso “Bolero Matador”, a banda paulista mostrou consistência e originalidade nesta quarta noite do 16º Goiânia Noise. Ao início do show, a presença do público era tímida. No entanto, já com a primeira música - “O segredo do sucesso para a felicidade sem esforço”, que é gradativamente animada e alto astral -, a banda chamou a platéia dispersa no espaço do Martin Cererê para dentro da cúpula onde ocorria o show. O que marca a banda é sua originalidade e a interpretação ultra casual e platônica das músicas. Com caras, bocas e contorções, Gustavo Martins (voz e guitar...

Da mão d"A Negra Ama Jesus"

Obrigado, Sílvia e Marcus. Recebi de presente, há uma semana, a camiseta (ao lado) d “A Negra Ama Jesus” – um coletivo de arte, idealizado por Sílvia Goulart e Marcus Minuzzi . Sendo que o último é meu professor no curso de Jornalismo na Faculdade Araguaia . Eles escrevem, pintam, moldam, fazem performances... enfim, são coletivo de arte. Ultimamente, tenho observado que os blogs vêm adquirindo maior caráter de rede social . Em redes sociais, o diálogo ocorre, são as ruas da internet. Me surpreendi no dia 22 de novembro com um post no blog d’A Negra Ama Jesus com minha foto usando a camiseta que ganhei, sob o título “A Amizade” . Por isso, redijo o projeto de poesia abaixo, em resposta/oferenda aos meus ídolos blogueiros, poetas, artistas, Marcus Minuzzi e Sílvia Goulart. Conheçam este trabalho acessan do: http://anegraamajesus.blogspot.com/ --------------------------------------------------------------- Da mão d“A Negra Ama Jesus” Lá do monte longínquo, Desc...

Essa banda se chama Mugo

Aos berros de sempre, a banda comanda seu público na segunda noite do Noise COBERTURA DO XVI GOIÂNIA NOISE FESTIVAL 19 de novembro Cobertura completa e postagem original na Agência de Notícias da Faculdade Araguaia . Texto: João Damásio Edição: Profa. Viviane Maia Fotos: Lara Vieira “Essa banda se chama Muuuuugooooo!” Quem já presenciou um show da banda Mugo, sabe como esta frase foi berrada no XVI Goiânia Noise Festival, nesta quinta-feira (18). Portas fechadas para a rápida passagem de som. Uma pequena multidão distraída à espera do show. E, ao abrir as portas, um silêncio significando atenção pairou por cerca de um segundo. A fumaça dos cigarros esvoaçou, as cabeças focaram na mesma direção e, inevitavelmente, todo público foi empurrado para frente do palco, onde já se encontrava a banda. Uma das atrações mais explosivas deste festival, Mugo surgiu em 2006 e já é presença marcada nos maiores festivais independentes do país, como o Porão do Rock, Bananada, Vaca Amarela, ...

Rabiscaria intensa

A arte de rabiscar em todas as mídias COBERTURA DO XVI GOIÂNIA NOISE FESTIVAL 18 de novembro Cobertura completa na Agência de Notícias da Faculdade Araguaia . Texto: João Damásio Edição: Profa. Viviane Maia Fotos: Tony Oliveira Juntar a galera e rabiscar. Eis a rotina de Mateus Dutra, Anne Vilela e Carlos Vitor, jovens componentes da Rabiscaria, coletivo de arte que busca fazer um trabalho dialógico e inovador, enquanto agrega possibilidades e pessoas na procura de um risco perfeito. Ao lembrar de referências como Egon Schiele, Queen e Vik Muniz, o desenhista Mateus Dutra diz ser autodidata: “O feeling aparece e a onda é aproveitar a maré. Desenho desde sempre em tudo que aceita minha caneta. Uso marcador, que é um pincel de tinta acrílica, mas na Rabiscaria, ainda aproveitamos de todo tipo de mídia”, completa Mateus. Arte em canecas, camisetas, taças, quadros e até móveis compõem o portifólio da equipe. A fotógrafa, Anne Vilela, comenta que “já passamos o pincel até no s...