sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Ecos verdadeiros

Quarto dia do festival teve a presença da banda Ecos Falsos, que não tocou seus principais hits

COBERTURA DO XVI GOIÂNIA NOISE FESTIVAL
19 de novembro
Cobertura completa e postagem original na Agência de Notícias da Faculdade Araguaia.
Texto: João Damásio
Edição: Profa. Viviane Maia
Fotos: Lara Vieira


São verdadeiros os Ecos Falsos. Sem tocar hits como “Spam do Amor”, “Litania dos Pobres” e nem mesmo o grande sucesso “Bolero Matador”, a banda paulista mostrou consistência e originalidade nesta quarta noite do 16º Goiânia Noise.

Ao início do show, a presença do público era tímida. No entanto, já com a primeira música - “O segredo do sucesso para a felicidade sem esforço”, que é gradativamente animada e alto astral -, a banda chamou a platéia dispersa no espaço do Martin Cererê para dentro da cúpula onde ocorria o show.

O que marca a banda é sua originalidade e a interpretação ultra casual e platônica das músicas. Com caras, bocas e contorções, Gustavo Martins (voz e guitarra), Daniel Akashi (guitarra e voz), Rodrigo BB (guitarra e voz), Vini F. (baixo e voz) e Davi Rodriguez (bateria), mostraram sua identidade.

O baixista é o mais “feliz”: pula muito e sorri a cada acorde, vai até o baterista e volta, enfim, não para. O vocalista tem olhares fixos e expressões irônicas. As três guitarras são totalmente definidas e sabem seu peso. Eles fazem um verdadeiro espetáculo teatral.

“Eu só sou sentimental quando eu me fodo!” – E arrebentam qualquer sentimentalismo enquanto tentam ser românticos. “Se quiser que eu minta, eu minto. Se quiser que eu finja, eu finjo. Mas se quiser que eu sinta... me perdoe” – Além de inserir uma sinceridade extremada aliada ao tom sarcástico.

Finalizado o show, ficou a sensação de afronta da banda por não tocar alguns dos principais hits, decepcionando os fãs, mas em compensação, mostrou que tem força e é consolidada com um vasto público a frente do palco que sabia todas as letras e acompanhava cada passagem.

Foram os ecos verdadeiros da banda Ecos Falsos, tocando o que, quando e como queriam, sem moldes ou preocupação em agradar por agradar.

Um comentário:

  1. Sinceramente não sei o que achar dessas bandas. Por um lado parecem tão semelhantes umas as outras e por outro tão sentimentais e "radicais".

    Agora, de forma bem sincera, devo dizer que seu texto conseguiu trazer todas as informações técnicas da banda e expressar sua opinião. Isso deve ser bom, rs, parabéns!

    Abraços.

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