- Eu o compreendo. - Mas entender um problema não é suficiente para resolvê-lo - retrucou seu ímpar. - Pelo menos ameniza a situação. Só assim é possível, para mim, relevar suas ofensas. Alterus retirou o leite do fogo e, no primeiro copo, despejou um pouco mais do que restaria para o seu segundo. Pensava no maior mandamento da lei de Deus, o ditado pelo Cristo, "amar o próximo como a si mesmo". Cai bem. Para um café da manhã, de pão, rosca e fruta, a bebida láctea cai bem: digere e fermenta. Se é possível fermentar um novo dia, é porque já foi digerido o que antes se engoliu. Claro, também aqui há dualidade: alimenta, mas às vezes empazina. Ontem, empanzinou: imagem da internet Criatura, prostrou-se como criado. É que logo que avistou sua mãe, a contemplou como genitora. Décadas depois da primordial iluminação mundana, reconheceu-se naquele mesmo ontem como uma cria que usava saias. - Não! Este não é você - rechaçou a mãe. - Hoje, eu uso saias. - Por qu...
Simplesmente belo! Sabes que sou de poucas palavras. Que muito aqui dentro fica. Temo às vezes falar tudo que penso para que não perca a magia do mistério. Serei eterna fã, de tudo que há em você.. Das suas escritas, até das que custo entender.
ResponderExcluirAchei, haha! Uma poetiza de poucas palavras... sei... Amor, é recíproco o desejo pelo mistério e a admiração "de tudo que há em você". Minhas folhas de amor são significativas.
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