segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Aula de cidadania

Greve na Educação? Os professores goianos decidiram dar a melhor aula de todas. Fora de sala, não vale nota e tem a participação massiva de todos os alunos: Aula de cidadania!

A despeito da decisão do juiz substituto em segundo grau de plantão neste final de semana, Fábio Cristovão, o grupo Mobilização dos Professores de Goiás e a União Goiana dos Estudantes Secundaristas de Goiás (UGES) deram início à greve da Educação.

Enquanto o governo veiculava freneticamente na TV local a informação de que alunos poderiam ir às escolas porque haveria aula normal, a mobilização ganhava força nas redes sociais, permanecendo no topo das discussões no Twitter em Goiás até hoje (6).

Sete da manhã e os alunos do Lyceu já estavam sentados na escadaria de entrada do colégio e um carro de som na porta. Discursos inflamados de alunos e professores presentes retiravam, aos poucos, os poucos resistentes de dentro da escola. "Vamos ligar para alunos de todos os colégios e convocá-los pra cá", ordenou a presidente da UGES, Jessica Wuiner.

Repórteres da TV Anhanguera, UCG TV, Rádio Difusora e O Popular foram os primeiros a chegar ao Lyceu e cobriram o início do movimento presencialmente. A imprensa de modo geral noticiará todas as mobilizações.

O Sindicato dos Professores de Goiás (Sintego) sustenta a greve promovida pela sociedade civil. A professora Ana Veloso (vídeo) é feliz em sua fala durante a manifestação: "Quem decretou a greve são os professores, os estudantes e pais dos alunos". Aplaudida.



Embasamento

Fato inédito, em pleno sábado, antes do início da greve, o poder judiciário já decreta sua ilegalidade baseando-se na educação como serviço essencial à sociedade. No entanto, isso não consta na lei de greve. A justiça goiana "falha, mas não tarda" em Goiás.

Em resumo, o carro-chefe, segundo o Movimento dos Professores de Goiás é a "Garantia do cumprimento do piso nacional no Estado e Municípios em Goiás sem a destruição do Plano de Carreira".

Paralelamente, com a promoção dos estudantes, ocorre a campanha Pula Catraca em prol do prometido Passe Livre, dentre outras causas.

Futuro

A greve começou e não tem prazo para acabar. Neste momento, estudantes, pais, professores e comunidade seguem a manifestação conjunta até o Centro de Convenções, onde o governador do Estado de Goiás está. Ao chegar, foram barrados na entrada pela Polícia Militar. Mas a manifestação prossegue.

E o futuro... é a gente quem faz!

3 comentários:

  1. O poder judiciário muitas vezes age como se fosse pau mandado do governo, mas felizmente o povo tem conseguido exercitar sua cidadania e criticidade.

    Não muito diferente do que tem ocorrido aqui em GO, em Salvador (BA) o judiciário também definiu a paralisação dos Policiais Militares como sendo uma especie de coisa desnecessária e arruaceira, mas cá entre nós, se vivemos em uma democracia, podemos ser e dizer o que quisermos, ou não?!

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  2. Caro amigo

    Penso que a greve
    na educação é um ato de amor,
    e um grito na direção
    dos que deviam investir
    na construção de sonhos coletivos de esperança,
    e que se esquecem deles,
    quando tem o poder de construir
    um novo modelo de sociedade,
    fundamentada no saber.

    Há um poema meu sobre greves na educação.
    Se quiseres posso enviar-te.


    Que sempre existam
    sonhos a habitar teu coração.

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    1. Aluísio, quero o poema sim!
      No momento é muito útil aqui e de ante mão já digo que quero ler e compartilhar com o grupo de professores no facebook. Eles vão gostar!

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