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Pelo poeta

Longe de ser um profetizador de dons, eu moro entre o discurso e a veia. Mas não sou nem falatório nem sangue. Entre eu e você, há todas as coisas sem as quais não seríamos. E somos. Porque as sentimos. A que tons se refere quando fala comigo? Os de sua sala? Do morro-horizonte? Da meia? Há sempre um céu sobre sua gangue. Não sou bicho apartado. O poeta pasta em tudo que há na grama, a menos que olhe as nuvens e o além.

"Maurice": didática militante sob uma poética teatral crítica e bela

Por meia hora e pouco mais sobrou assunto entre Adriane, Jordana e eu após assistirmos "Maurice", peça da Cia. de Teatro Sala 3 , no Teatro Goiânia . Estreou dia 10, vimos dia 11 e haverá reapresentação dia 17 de dezembro de 2014. A dramaturgia trata de homossexualidade e, menos, de religião. Mas assuntamos na porta do teatro zilhões de temas com o eixo da regulação da sociedade. Uma peça que cria o continuum para tanto debate merece aprofundamento e tentarei lançar um olhar crítico sobre "Maurice". Mania de jornalista para quem sabe ser interessante para alguém, carentes que somos de críticos dramáticos. Os rostos (dos atores ou das personagens?) recepcionam o público. Início do século XX europeu, cenografia cinematográfica da literatura de E. M. Forster. O tempo é cronológico obedecendo capítulos da infância castradora e de parcas brincadeiras até os indícios de virilidade tornados descoberta homossexual e contrastes dos personagens esféricos de Maurice Hall e ...

FOLHAS DE ESPELHO 3,1

- Outro dia, por favor, outro dia! Solicitou-me sórdido de vontade aquele escritor de ajudas: sorria! Ele aconselhou o riso até o dia, ceifado de sol, em que finou-se seu corpo em estancada companhia... A dos grandes mudadores de mundo que bebem famosos chás doces parafeitos em primeiros segundos. Grandes heróis não dizem palavra repetitinas da terapia ou do céu... Inauguram humilde e íntima lavra. Com imã para finais felizes, olhou o espelho esfolado... ou ele esfolou-se até as raízes. Se vier outro dia, só mais outro, quem sabe de novo, de velho, umas repetitinas de viés outro... Nos terceiros quartos da casa soltou um gosto novo de vida sem riso amarelo e carai de asa. Um pleno, íntegro e cômico desintegrar de valores e cores e ele - ele se parece tanto comigo.

Uma lição de um Desaguar: a profissionalização do ator

A 13ª Mostra Desaguar do Centro de Educação Profissional em Artes Basileu França, que apresentou os espetáculos teatrais de formatura de alunos-atores nos dias 18 a 22 de novembro de 2014, me mostrou um pouco do que talvez eu apenas suspeitasse durante meus dois anos de estudo neste Teatro-Escola e me recordou importantes referências vivas e cotidianas durante meu processo de formação. Na verdade, sou especialista de generalidades humanas. Estudo comunicação e teatro, coisas que todo mundo nasce fazendo, coisas sem as quais a humanidade não seria. Atividades profissionais que sempre causam controvérsias burocráticas. O jornalismo perde seu diploma e todo mundo já fez 'teatrin'. Meu pêndulo balança muito para a comunicação popular e para o teatro do oprimido... Minha experiência até agora já me deu suficientes provas de que, como ferramentas pedagógicas, são libertadoras da condição humana. Por outro lado, meu pêndulo percebe o artista em si mesmo e sua investida profis...

Falo de casa

Falo que jaz da última fonte de poder um princípio criador ativo e altivo. O feminino gozo de fé fecunda o ser e repercute ácido, austero e cativo. Uma casa para não morar e não crer com única porta sem portal é onde vivo. Caibo menos no mundo, mas quero saber se lá fora algo lembra áspero uivo. Nutro um faro leve para o desejo farto e canto bem no canto os jatos de dor. Falo que diz mais que qualquer fato, resolva o feminino desejo do amor.

Alguma fresta

Encrustada sob as ondas de Orfeu, solicitei-te como pérola rara do céu na concha de minhas mãos bobas. Que ironia querer-te em solo meu se teu furor é caos completo, seu. Pura tolice ou amor do ar às águas. As imensidões latejam hostis aqui nos destinos que não percorri e você acha que só eu não percebo. Se doer cada mínimo toque em ti é ser sensível, não cabe outro eu ai para compartilhar sem desculpas. Mas é singular e não imenso onde caí, no leito, de teus usos, estado de UTI, para cuidados mútuos, pequenos.

Espaço da letra

Hoje escrevo até o fim da linha. Avanço os fins da margem direita porque o canhoto começo me atrai. A letra ganha ares de espaço. O papel é a consciência minha. Desbravo a incônscia faceira porque pouco mais me distrai. A letra ganha ares de espaço.