segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

FOLHAS DE ESPELHO 3,1

- Outro dia, por favor, outro dia!
Solicitou-me sórdido de vontade
aquele escritor de ajudas: sorria!

Ele aconselhou o riso até o dia,
ceifado de sol, em que finou-se
seu corpo em estancada companhia...

A dos grandes mudadores de mundo
que bebem famosos chás doces
parafeitos em primeiros segundos.

Grandes heróis não dizem palavra
repetitinas da terapia ou do céu...
Inauguram humilde e íntima lavra.

Com imã para finais felizes,
olhou o espelho esfolado...
ou ele esfolou-se até as raízes.

Se vier outro dia, só mais outro,
quem sabe de novo, de velho,
umas repetitinas de viés outro...

Nos terceiros quartos da casa
soltou um gosto novo de vida
sem riso amarelo e carai de asa.

Um pleno, íntegro e cômico
desintegrar de valores e cores
e ele - ele se parece tanto comigo.

2 comentários:

  1. Seus textos cada vez mais precisam de tempo pra serem entendidos e lidos com atenção. Já nem sei em se é cronica, poema ou versos. De qualquer forma, parabéns pelo blog.

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    1. Como comunicador, nem sei se isso é bom ou ruim. Mas, enfim né, as coisas também não precisam ser boas ou ruins, se são. Obrigado pela leitura e pelo comentário, my brother!

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