quarta-feira, 22 de abril de 2015

Cálculo de nudez ocular

No fim das contas que ninguém fez
não existe fórmula, soma ou equação
capaz de resolver quando é minha vez
de subtrair o tempo de um viver são.
Sou do palco plano da multidão
de corpos vestidos e olhos nus,
dissecando o caos de ter razão
na intenção que nos conduz.
A luta, o embate, o friccionar d'ossos
cala... quando sou em quem conta.
Afetuosos se tornam os rostos.
O mau humor sonha atos roucos.
Mas de inocente e domador, multiplico:
será que todo mundo tem um pouco?

(JD, 23/04/2015)

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