segunda-feira, 9 de março de 2015

Nem sempre

Entre pleonasmos e tautologias
a gente pensa saber que tudo...
tudo é relativo, até nossos dias,
os mais modernos do mundo.

Dirigimos, pois, aos linguistas:
All. Alle. Ĉiuj. Tous. Tutto.
Para quê nós, líquidas iguarias,
ainda falamos em "tudo"?

Relativizemos nossa afirmação:
Tudo, nem sempre, é tudo.
Ainda lado-a-par com a razão.

Pensemos com o coração
que somos todos, tudo.
Mas nem sempre, sempre.

(JD, 18/02/2015)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Digite seu e-mail aqui para receber atualizações do Descaradamasio. A média é uma postagem semanal.