segunda-feira, 2 de junho de 2014

Um momento sem existencialismo

Amo e contribuo com o ato simples das coisas que fogem ao regaço existencial, emocionando a pupila ao puxar uma lágrima lá do coração, desentupindo as veias, perfazendo o húmus do trabalho ou da ressaca - o suor ou a gordura - em matéria-prima-quase-irmã de objetivação do Ser, do Dasein.

Quando um atraso, um copo quebrado, uma mancha na roupa, um furo na ceroula ou uma multigenia em crioula semente ocorre, incorre o vento que parte da borboleta para provocar um tsunami.

A existência - ou o existencialismo - como rotina é tábua farpada sem velcros: sem o verniz sobre lisura nem a velha rustidão folclórica. Talha-se, porém, mandamentos em pedras, em areia, em madeira desde quando os media existem.

As metáforas de aprendiz evidenciam o cobre pálido a represar ditados instintos: recalculados, racionalizados. Sofro sem silêncio o só com a voz do silêncio. Existo, para além das standnormalidades, paranóides de totem em pouca idade.

A doença contagia o papel. Graças! Mas ainda há mais graças no que vi e me puxou do estômago um vômito de existência, concomitante ao florir de risos inesperados. Devir de paz e amor, à estética rock'n'roll. A dúvida foi tirada. Deixa passar.

3 comentários:

  1. A coisa mais fácil é agradar uma pessoa normal. O mais difícil é encontrar uma pessoa normal.

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    Respostas
    1. É, por isso, sou tão feliz quando (raramente) acho que sou normal, kkk.

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  2. Caro amigo

    E se a dúvida foi tirada,
    celebremos as muitas dúvidas novas,
    que teremos ou inspiraremos
    pela vida.

    São belas
    as palavras
    que nos acariciam
    o coração...

    Obrigado por semear o belo
    em um mundo tão carente
    de sentimentos bons.

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