Pular para o conteúdo principal

Escrever para entender? A'veis.

O alimento cultural se desnutre
nessonda de quarqué rodei
de elementos in english

mas mente de colono supre
mas eu eu sei, eu andei
os cabra, vixe, entende

colher semente incui
desplante de frutos futuros,
acude não dizer claramente

é pra que nada a mente
soltar de véu uso
e trepar em ti. Ui!

17/01/2014
#Inspiração: Em nome do 'se fazer entender' e da objetividade, muitos aprimoram sua comunicação e seus diálogos são rapidamente entendidos pelo receptor. Mas até onde se vai sem fazer esvair pelo ralo da cultura de massa e da linguagem una, todas umas culturas... e o sentimento, e a vida do diálogo pelos não-entendidos, pelos importantes ruídos, pelos acasos de gíria. Sacou o know-how?

Comentários

  1. Comunicar é cada dia mais uma arte. Para além dos próprios anseios, mais do que antes, precisamos compartilhar com qualidade, sem deixar de lado toda a riqueza que o diferente do formal pode acrescentar.

    ResponderExcluir
  2. Caro amigo

    Além de mais um texto
    bem produzido,
    alegra-me vê-lo
    revestido pela inteligência,
    característica marcante
    de sua palavras.

    Cada dia um sonho.
    É o que desejo aos que ocupam
    o meu coração.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Um relato de gratidão sobre a arte de Yashira

Quando eu era pequeno, lembro de ver a Yashira nas ruas de Palmelo. Ela era a louca e eu tinha medo dela, mas achava curioso. Uma parte de mim queria se aproximar dela, foi a parte que depois me levou a fazer curso de teatro e, quando eu atuava, eu lembrava um pouco dela e das performances que ela promovia nas ruas da cidade. Aí eu comecei a entender que era arte o que ela fazia. Mas era uma arte muito estranha, eu não achava bonito. Comecei a achar bonito quando me envolvi ativamente com movimentos ambientalistas durante uns cinco anos e vi que tudo o que ela fazia como arte era sustentável e que ela tinha uma mensagem ecológica. O ativismo dela não era pautado em um coletivo de políticas públicas como o meu, era um envolvimento por inteira. Junto, era uma causa espiritual. Eu entendi isso quando, espírita que sempre fui, tentava compreender o que era mediunidade em mim e ouvi ela dizendo que tudo era mediunidade nela. A arte, a ecologia, a espiritualidade... expandindo mutuamente s...

O 16° Vaca Amarela foi a pior edição de um festival independente em Goiânia

Dois dias de festival em Goiânia. Sexta e sábado (22 e 23 de setembro). O segundo dia ainda virá, mas já é possível e necessário decretar o que foi essa 16° edição do Vaca Amarela, no Palácio da Música do Centro Cultural Oscar Niemeyer: ruídos, ineficiência e queda total dos equipamentos de som por repetidas vezes; inúmeros assaltos relatados no ambiente do festival, sem atendimento da produção; logística básica para o comércio de bebidas totalmente equivocada; atrasos, gafes e falta de profissionalismo da produção no palco; além de inúmeros problemas prévios de informação ao público. O contraponto foi o talento, profissionalismo e empatia dos artistas diante do público e da (des)organização. Nem artistas, nem público mereciam o descaso e o despreparo da produção neste ano. Pabllo Vittar é mesmo todo aquele furacão que foi noticiado no Rock in Rio. É uma cantora incrível, com performance única e sensível. Reergueu o show inúmeras vezes, mesmo depois de problemas com a abertura da cor...

Alterus

- Eu o compreendo. - Mas entender um problema não é suficiente para resolvê-lo - retrucou seu ímpar. - Pelo menos ameniza a situação. Só assim é possível, para mim, relevar suas ofensas. Alterus retirou o leite do fogo e, no primeiro copo, despejou um pouco mais do que restaria para o seu segundo. Pensava no maior mandamento da lei de Deus, o ditado pelo Cristo, "amar o próximo como a si mesmo". Cai bem. Para um café da manhã, de pão, rosca e fruta, a bebida láctea cai bem: digere e fermenta. Se é possível fermentar um novo dia, é porque já foi digerido o que antes se engoliu. Claro, também aqui há dualidade: alimenta, mas às vezes empazina. Ontem, empanzinou: imagem da internet Criatura, prostrou-se como criado. É que logo que avistou sua mãe, a contemplou como genitora. Décadas depois da primordial iluminação mundana, reconheceu-se naquele mesmo ontem como uma cria que usava saias. - Não! Este não é você - rechaçou a mãe. - Hoje, eu uso saias. - Por qu...