segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Da psicologia

Dar as caras em qualquer
show de roda
entre merdas e rosas
é escolha de rico gay
que se descobriu um rei

Na terra de Édipo-men
se arrisca a terapia
de Fromm a quem
se disse honesto e meio
depois do salto que dei

"Sobra em pé só quem teve a manha de dizer não
Sofre quem quer, quem não teve a manha de dizer não"
Eu não tenho a manha de dizer não
Sempre digo sim e sofro com o excesso por não dizer não

Engole seco se me roeu
o caule incesto sem
entender a que venero ateu
nú só brado meu: amém
ao freio do frágil subestimado

A terapia só
apetece conveniente se
quiser perder a
última chance de descobrir o novo
de inconformar de novo

--
O peso do seu julgamento acarreta meio milímetro a mais de corcunda no dono dos meus eternos cabelos encaracolisos. Os pés no chão rachado não desabilitam a asa no céu nublado, entende? Voando para alcançar o céu infinito da vida, andando para seguir o passo reto das regras ou mesmo nadando para profissionalizar o nada, o galho que fere a pata arranca a mesma lágrima sempre. E o fim é sempre o da mesma lei. Hermeneuta idólatra não passa de mais um pouco que eu. O que sabe, entanto, é só simulacro vil, viu?

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