terça-feira, 8 de novembro de 2011

Descarte


Escorre o suor das feridas no corpo da humanidade *
E eu me escondo
Escolho

A face apresenta tez amigável, mas é desconexa **
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Flecha

E o alvo, e o alvo...
Temos justificativa por estarmos aqui? 
O que é querer ser salvo? ***
Eu sou o alvo

Amálgama
Torcicolo curado
Cotovelo enfaixado

As tristezas humanas são feridas descobertas
Pior com mantos de apoio à fuga
Ele não me julga

Face a face
Casa a rua
Pão e nada
Vivo e morram****

As mazelas do homem são estes estragos no planeta
Feridas inflamadas e ao fim o sol.

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Notas:
* A humanidade e a Mãe Terra são um. O descuido não é alheio. O descarte é de si mesmo. O homem não faz mal à alguém externo, mas a ele mesmo.
** A sagrada mídia volta os olhares a tensos horizontes sob imagens belíssimas. Consuma, consuma e exploda!
*** "Só Jesus salva!" - Mas o que é ser salvo, afinal? Salvo de quê? Respondo: salvos de nossa própria animosidade.
**** Vivo e morram. Pronomes: EU e eles. Represento aqui, rasgadamente, o egoísmo como raiz de todo engano.

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