sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O faro do escrevedor refém

Oco entoa eco

Passeio de marreco

Longe do prego

Sossego


Largada ao meio dia

Marchada arrepia

Chegada idolatria

O pódio se fazia


O faro vem

Porque depois da meia-noite

Passa um trem

Trem de não sei quem


O texto sai na folha

Vem da escolha

Da ponta da caneta

Sobre carros ou lambreta


Faro se contém

Porque depois da meia-noite

Passa um trem

Trem de não sei quem


No eco do oco

Depois da missa, da novela e do trem

Para lá da meia-noite

O faro vem

Senta e escreve o refém.

Um comentário:

  1. Somos carrascos e reféns dessa inspiração que não se anuncia. Simplesmente, vem.


    Ps.: Para o nosso bem, que você continue refém!

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