Os mitos são pisca-pisca de vagalume [ou bioluminescência] em cenário-tempo escuro de teatro; suprem, inevitavelmente a aptidão da visão na esperança de aclarar o que mais se deseja ver. Eliane Brum é um mito para muitos jornalistas e leitores porque desafia, amorosamente com a tal bioluminescência, o ato de ver melhor das pessoas. E faz isto com o seu papel de jornalista-escritora, assim como o vagalume em sua função comunicativa de brilhar. Ambos, porém, existem magnificamente para além disso.
A escritora de "histórias para lembrar que não existem vidas comuns - só olhos domesticados" tornou-se um mito para mim nas aulas da Jornalismo Impresso com a professora e jornalista do O Popular, Patrícia Drummond. Foi fácil me apaixonar pelas descrições da Patrícia, afinal nunca tive muita vocação para protótipo de William Bonner, como ainda querem alguns parentes.
Divagações e lembranças a parte, interessa contar que escrevo este texto logo depois da palestra proferida pela Eliane Brum no Café de Ideias (09/11), organizado pelo professor Lisandro Nogueira no Centro Cultural Oscar Niemeyer. Auditório lotado, cheguei atrasado - não em vão, explico logo abaixo -, fiquei de pé ao lado de fora escutando a voz irrefutavelmente literária da melhor contadora de histórias reais. Ao final, livro em punho e câmera a um clique na hiperestática fila do autógrafo.
Com cada admirador ela conversava sincera e docemente, como quem toma uma xícara de café com os amigos mais próximos. E o melhor, passando a mensagem de o quanto isso é natural - e nós, sob nossa domesticação bancária, é que subvertemos as formas de relacionamento interpessoal. Numa referência que serve apenas para meus amigos do Coletivo Jovem de Meio Ambiente, abracá-la é como abraçar o Seu Antônio ou a Rosa Viana; para meus amigos de Palmelo, a referência seria o cumprimento atencioso da Dona Vânia.
Ia dizendo que atrasei. Jamais seria por desleixo dado que conheceria o mito que me suscita a esperança de ser jornalista realmente. Justifico o atraso: No dia 22 de outubro, Eliane escreveu sobre a carta do índios Guarani Caiovás, o que contribuiu, em termos informacionais, para uma mobilização social nacional com atos públicos em todas as capitais brasileiras neste mesmo dia, poucas horas antes da palestra. E lá estava eu. E fizemos - eu e Amábile, pois fomos juntos - questão de justificar e agradecer à escritora por isso, apontando um dos retornos de seu brilhante trabalho como jornalista.
Texto bem piegas esse meu, não é? Mas há quem mereça tanta pieguice. É o caso de Eliane. E da Patrícia que tanto contribui para minha formação jornalística com a técnica, a teoria, a prática, o exemplo e as referências. Dois vagalumes. Os biólogos afirmam que apenas vagalume macho brilha. Patrícia e Eliane, no meu palco do teatro da vida no jornalismo, contrariam tal assertiva. Assim como muitos outros brilhantes exemplos que com certeza sabem-se lembrados por minha trajetória quase ao final do curso de jornalismo.
A escritora de "histórias para lembrar que não existem vidas comuns - só olhos domesticados" tornou-se um mito para mim nas aulas da Jornalismo Impresso com a professora e jornalista do O Popular, Patrícia Drummond. Foi fácil me apaixonar pelas descrições da Patrícia, afinal nunca tive muita vocação para protótipo de William Bonner, como ainda querem alguns parentes.
Divagações e lembranças a parte, interessa contar que escrevo este texto logo depois da palestra proferida pela Eliane Brum no Café de Ideias (09/11), organizado pelo professor Lisandro Nogueira no Centro Cultural Oscar Niemeyer. Auditório lotado, cheguei atrasado - não em vão, explico logo abaixo -, fiquei de pé ao lado de fora escutando a voz irrefutavelmente literária da melhor contadora de histórias reais. Ao final, livro em punho e câmera a um clique na hiperestática fila do autógrafo.
Com cada admirador ela conversava sincera e docemente, como quem toma uma xícara de café com os amigos mais próximos. E o melhor, passando a mensagem de o quanto isso é natural - e nós, sob nossa domesticação bancária, é que subvertemos as formas de relacionamento interpessoal. Numa referência que serve apenas para meus amigos do Coletivo Jovem de Meio Ambiente, abracá-la é como abraçar o Seu Antônio ou a Rosa Viana; para meus amigos de Palmelo, a referência seria o cumprimento atencioso da Dona Vânia.
Ia dizendo que atrasei. Jamais seria por desleixo dado que conheceria o mito que me suscita a esperança de ser jornalista realmente. Justifico o atraso: No dia 22 de outubro, Eliane escreveu sobre a carta do índios Guarani Caiovás, o que contribuiu, em termos informacionais, para uma mobilização social nacional com atos públicos em todas as capitais brasileiras neste mesmo dia, poucas horas antes da palestra. E lá estava eu. E fizemos - eu e Amábile, pois fomos juntos - questão de justificar e agradecer à escritora por isso, apontando um dos retornos de seu brilhante trabalho como jornalista.
Texto bem piegas esse meu, não é? Mas há quem mereça tanta pieguice. É o caso de Eliane. E da Patrícia que tanto contribui para minha formação jornalística com a técnica, a teoria, a prática, o exemplo e as referências. Dois vagalumes. Os biólogos afirmam que apenas vagalume macho brilha. Patrícia e Eliane, no meu palco do teatro da vida no jornalismo, contrariam tal assertiva. Assim como muitos outros brilhantes exemplos que com certeza sabem-se lembrados por minha trajetória quase ao final do curso de jornalismo.
![]() |
Yago Sales, eu, Eliane Brum e Amábile no Café de Ideias |
Salve meu caro amigo Marinero!
ResponderExcluirFalar sobre Eliane Brum é quase necessário ser poeta, mas você foi muito bem acertivo nas referências dessa doce, amável e fantástica mulher. Estou me lamentando até agora, por não ter sabido da vinda dela a Gyn. Se tiveres alguma gravação de sua palestra, me envie por favor. Me sentiria um privilegiadíssimo se estive também nessa foto, parabéns! Você citou um tal de William Bonner, acho que ja vi falar dele em alguma TV qualquer, rs..., mas também não gosto muito desse protótipo, sou mais você, livre de padrões. Sucesso e um grande abraço meu amigo!
Aglais,
Olá! O texto ficou MUITO legal, parabéns! A Eliane realmente merece toda a nossa admiração e reverência!
ResponderExcluirCaro amigo
ResponderExcluirAs palavras
de agradecimento,
são acima
de qualquer rótulo,
um tributo a amizade,
em tempos
onde esquecemos
de agradecer
aqueles que nos inspiram.
Que haja sempre
sonhos por sonhar.
Você tem conseguido aprimorar muito bem sua escrita. No inicio a metafora do vagalume me provou que és capaz de muito.
ResponderExcluirNão conheço essa escritora, mas depois disso arrisco tentar ler alguma coisa a respeito.
Adenevaldo, se quiser, eu até te empresto um livro. Penso que vai gostar. Além disso pode dar uma olhada na coluna semanal dela na Época: http://revistaepoca.globo.com/palavrachave/eliane-brum/
ResponderExcluirRegaçar a língua e aderir à contadisse de histórias de maneira pulcra, morna, livre, brilhante: é sê-lo. Assisto a essa sua crônica cronicamente. Avante, cresça, Yaguito. Renasça. Os dias passam. Os anos passam e somos nós uma mistura de passado e presente à margem do futuro. João Damasio você é o piscar de olhos do boi pra vaca. A descritiva reação que teria caso eu pudesse gritar seria de que, amigo seu, não poderia arranjar outro que se parecesse com o piscar de olhos de um boi. Oi? Não entendo também. A lança me fere. A lança é a distância entre eu e a pretensão de galgar nos pastos que você galga. Tocar assuntos a partir do toque mágico da palavra. A lavra da vida da ida. Desculpe intrometer nesta eterna postagem. Abraços do seu amigo. Aquele que sente tanta saudade que futrica em tudo quanto é lugar para poder falar baixinho do carinho.
ResponderExcluir