Um dia você será um velho a não limpar o embaçado espelho; Recolher-se a ferro-velho, e, na sarjeta, apostar-se no vermelho. O que todos vão dizer e vão ouvir sobre afetividade já posso adiantar com a mesma certeza do rompimento necessário do cordão umbilical. “Você tem que namorar!”, mais ou menos direta, esta é a oração da cartilha do senso comum, que todos rezam. Até você. E eu. E eu, porque, há dois tempos proseava como defensor do casamento no papel de benfazejo caminho livremente obrigatório aos moradores da Terra. E você porque alguma vez já perguntou, talvez numa ocasião sem assunto: “E você, está namorando?”, ao menos. Um dia você foi um ato falho imaginou ser mais que um fraco galho e eu, o otário da árvore que talho. Narrando feliz meus projetos de estudo, os bons corres do trampo, o ativismo social e as animadas amizades deste meu período da vida, eis que a interlocutora arcaica lamenta-se por mim: “Mas e as namoradas? Você tem que arrumar namo...