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O retorno

Queria crescer, aos sete ter vinte e um. Materialista, engordei de sorvete na exata mediana adolescência. Lembro até de quando começava meu blog, outro que é o mesmo. Eu escrevia assim desse jeito: infantilmente eu. Do jeito que todo mundo acha que não é. Coisa de quem não se importava com o olhar repressor do leitor. Uma estética do oprimido . Espiritualista, eu começava a compor o céu com média unidade . Lembro de esperar um presente aos dezoito: uma caixa com controle de um botão: 'virar adulto'. E veio antes do esperado! Não li o manual que dizia: 'só funciona dentro dessa caixa'. Menti feio e hoje meto o freio. As mais rupestres estradas têm retorno, mesmo que não sinalizado. Longa dista com distraída direção cansa. Muito. Afinal, acelerar ou pausar são instintos desgovernados para entender a Amy Winehouse. Aval meu que, nos tribunais surdos d'o que vão pensar de mim', o direito de ser nada já tem estatuto aprovado, e é o som que t...

Dossiê: Quem é o Professor Marcus Minuzzi?

Um mito. Mito vivo, como diria Mircea Eliade. Mas isso não basta. Este dossiê prevê documentar indícios sérios sobre o que é e o que quer este professor. Ele é louco? Ele ensina? Ele está brincando? Ele dá medo? Qual é a dele? Afinal - a princípio - quem é o professor Minuzzi? Tomo 1 - Do caso Veio doutor de Porto Alegre para Goiânia; Marcus é cientista da comunicação, professor na Faculdade Sul-Americana, poeta e artista do Coletivo de Arte "A Negra Ama Jesus"; casado, pai de três filhos. Atualmente, empreende na cultura gastronômica local junto à esposa Sílvia Goulart, com o restaurante Terra Santa. O caso é que por onde passa o professor arrebanha adeptos e até mesmo fãs por conta de sua metodologia de ensino principalmente. Metodologia que tem pouca receptividade nas universidades, gerando atritos e acusações: ele é louco, não ensina, está só brincando ou dá medo. Ele foi meu orientador e o autor que eu mais pesquisei enquanto produzia minha monografia, agora conclu...

"O mundo vai se ocupar com seu cifrão dizendo que a miséria é que carecia de atenção"

O conceito de indústria cultural vai ganhando novos dados e se transformando. Vê o que ceis acham dessa parada ai... A frase acima é cantada pelo rapper Emicida na canção " Hoje cedo ", compartilhada abaixo. E ntre música, indústria cultural e contemporaneidade, a parceria Pitty e Emicida me chamou para olhar fatores além deles: As obras clássicas pairam no ilimitado da reprodutibilidade técnica (W. Benjamin) e ficam tecnicamente à mercê da vontade e da emancipação cultural, fatores que merecem toda a crítica frankfurtiana. A música séria (T. Adorno) mantém o papado e a ostentação, a virilidade e o valor humano, mas os Geeks, dentre outros, hoje tratam de furar o bloqueio de viés econômico-classista. A música da periferia, autêntica, pulou também para baixo dos holofotes, como não estava há 10 anos. Muito se falou em Baudelaire e em quando o mito virou história. O tema de "Hoje cedo" é o quê afinal? É romance, lógico... Ao mesmo tempo, é crítica social.....

Depois da auto-enclausuração

QUANDO SOLTEI A IMAGINAÇÃO FIZ UM QUADRADO imagina a ação!? do rosto alardeado! pés batendo acelerados porque sei que não não posso estar tão pregado desenho fechado com as mãos quando soltei a imaginação fiz um quadrado

manifest...POESIA

Estéril, a teoria um tédio, a verdade o comentário da maioria a violência e a fatalidade [amorosidade!] não tem fim nem começo, brow mas tem sim apreço de quem abraçou [celebrou!] corpo e alma e gritou alto! o alvo, retoma é do povo, farto [cala-te!] de tudo isso // que nem 'tiuría' nem o que se fala no bar da tia podem caPTar O QUE A poesia raPTa [amo-te!]

Tá na mão

Eu quero o movimento das mãos Nada de agruras do dia-a-dia Eu sei o que são sentimentos sãos Nada de não chorar, apenas sorria Eu busco o que posso doar Nada de formalidades nem atalhos Eu respiro apenas para voar Nada de velha idade e retalho Eu ligo o foda-se e o que mais quiserem Nada de conforto e babaquice Eu digo tudo hoje e rezo amém Nada de explorar a caduquice Eu mexo as mãos e ajo Grito bem alto e faço

Desrazão de superhomem

Eu sou o superhomem E não peçam normalidades A quem como eu Por vaidade ou desrazão Some e reaparece Fora do chão do chá das Marias-tias ou dos Grandes Mudadores de Mundo Sou de coitado-arrogante imundo Açoitado-flagrante sem rumo Sou disso a Alado-amante de tudo Celado-andante barbudo E isso me faz superhomem Para além das standnormalidades: Paranoide de totem-idade JD, 01/05/2013